PERSISTENCIA DEL CONTACTO – 2017 | Virginia López

The lakes of rock that splash the vineyards are the memory of a contact: the agricultural work which is a collective farming creation of a landscape held in the current time through the carved stone in the rock, which is…

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The lakes of rock that splash the vineyards are the memory of a contact: the agricultural work which is a collective farming creation of a landscape held in the current time through the carved stone in the rock, which is always connected to the body. They are a monument of their land and their people. A monument that doesn’t look at us from above, but which emerges from digging, by subtraction. It is the result of a collective action, where the shape follows the function and emerges from matter. These are maternal matrixes for nourishment and desire.
In similar ways as the neighbors of Ábalos have been cleaned and conserved (this action is already an artistic and poetic gesture), the artist has pointed them out, by encapsulating hundreds of leaves in red wax, thanks to the participation of women and neighbors who during 5 days participated in this process. The video shows with a fixed camera the action of the waxing of one vine through the reflected image on the molten wax. This repetitive gesture typical of many manual works, allows for a concentrated and contemplative time, which the artist assimilates with her creative processes.

Os lagares rupestres que salpicam as vinhas são a memória de um contato: o trabalho agrícola, criação coletiva de uma paisagem realizada num tempo que chegou até hoje inscrito na pedra, numa adesão permanente ao corpo. São monumento a uma terra e suas gentes. Não um monumento que olha de cima, mas que nasce escavado, por subtração, fruto de uma ação coletiva em que a forma obedece à função e nasce da matéria. Matrizes maternas do alimento e do desejo. Tal como tantos outros habitantes de Ábalos (Espanha), que os limpam e conservam (esse gesto de cura é, ele próprio, artístico e poético), Virginia López apenas os marcou: centenas de folhas de videira enceradas com a colaboração de mulheres locais ao longo de cinco dias. O vídeo mostra, através da imagem reflectida na cera vermelha, a colocação de cera numa parra. Este gesto repetitivo, próprio de muitos trabalhos manuais, facilita um tempo concentrado e contemplativo que a artista assimila com os seus processos criativos.

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